A realização de um determinado movimento associado à utilização da força muscular, seja no meio esportivo ou no cotidiano, requer um trabalho sincronizado e extremamente complexo do nosso sistema nervoso central (SNC) juntamente com os músculos solicitados. Incontáveis células nervosas estão conectadas em cada fibra muscular do nosso corpo e nas miofibrilas que as compõem. Essas células nervosas ou neurônios funcionam como canais de comunicação entre o cérebro e a medula espinal e os músculos.

Diante disso, temos dois fatores cruciais que agem dentro desses mecanismos:

–  A coordenação intramuscular, que é um evento de sincronização que ocorre dentro de um certo músculo, nas suas fibras musculares e também em todas as células que o compõe;

– E a coordenação intermuscular, que é uma espécie de comunicação entre músculos vizinhos que trabalham unidos para um desempenho ótimo de um gesto técnico ou movimento.

Esse aprendizado ‘muscular’ se dá através do treinamento – independente de modalidade, método ou conceito, porém, quanto mais músculos forem solicitados, melhor – que conduzirá a uma comunicação cada vez mais refinada entre o SNC e os músculos.

Quanto mais ênfase se der à liberdade de movimentação do corpo juntamente com um trabalho de força muscular através de pesos livres, por exemplo, dentro de um programa de treinamento, maior será o suporte para uma boa performance da força e coordenação, sejam elas solicitadas simultânea e/ou separadamente, tornando, também, o corpo menos suscetível a lesões.