Nos últimos anos, muitos treinadores e praticantes de atividade física, têm incluído em sua programação de treinamento, exercícios que utilizam alguma situação de desequilíbrio em acessórios como bolas, bosus, pranchas, entre outros.

Esses exercícios agem nas regiões mais intrínsecas da musculatura do corpo, atingindo os mecanismos neurais, que levam a informação da situação de desequilíbrio para o cérebro e que, por sua vez, responde reorganizando as estruturas coordenativas do corpo para o reequilíbrio. Essas ‘trocas de informações’ obrigam o corpo a criar adaptações que levam a uma maior consciência corporal, agilizando a capacidade de reação do corpo, e tornando-nos menos propensos a lesões articulares causadas, principalmente, por entorses.

Porém, é preciso ter cautela, quando da prescrição desses exercícios. Não é recomendável a utilização de pesos ou qualquer outro implemento durante a sua execução. Isso pode causar uma situação de desequilíbrio extremo, correndo risco de ocasionar lesões e acidentes. Fazer força e se equilibrar é uma situação que não combina. Outro caso que também não dá certo são os exercícios que não tem nada a ver com o objetivo da pessoa, por exemplo: uma dona de casa que almeja apenas melhorar o seu condicionamento físico, jamais deve realizar um agachamento de pé sobre uma bola. Portanto, é necessário haver coerência e bom senso na preconização desses exercícios.

Veja alguns exemplos de exercícios em superfícies instáveis:

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