Esse é um modelo de treinamento muito antigo, sobretudo na Europa. Na América Latina e no Brasil sua difusão também possui longa data, porém, parece que por uma questão de modismo, a aplicação desse sistema, atualmente, virou uma coqueluche entre entusiastas e profissionais da educação física.

Agachamento II - PisarenkoExistem, basicamente, três métodos de treinamento onde o treinamento de alta intensidade se encaixa: o intervalado, conhecido popularmente como circuito, o treinamento de força, e o treinamento de potência. E apesar da existência de vários métodos de treinamento de alta intensidade, a maioria das pessoas acha que esse tipo de treinamento é somente o circuito, porque acreditam que só ele promova um grande gasto calórico. Muitas vezes baseadas em informações errôneas dadas por profissionais despreparados e/ou por diversos veículos da imprensa. Na verdade, os treinamentos de força e de potência possuem um gasto calórico absurdo, e muitas vezes até mais do que um treino de circuito. Tudo isso depende muito do cardápio de exercícios que serão selecionados.circuit-training.1

É importante que se entenda que há diversas variáveis que compõem a prescrição e estratégia de qualquer modelo de treinamento, como a seleção de exercícios, a carga de treinamento, os sistemas energéticos a serem trabalhados e as capacidades físicas que serão utilizadas de acordo com as necessidades e nível de condicionamento do atleta ou do aluno. Tudo dentro de uma sequência pedagógica bastante criteriosa.

Portanto, antes de prescrever qualquer espécie de treinamento de alta intensidade e também através do método intervalado, o treinador deve definir o planejamento do treinamento e saber muito bem quais exercícios serão selecionados na composição desse treinamento para que ele seja bem equilibrado e com uma boa expressão.

LPO 2

O treinamento pliométrico é um dos melhores modelos de treinamento para o desenvolvimento pliometrico mb 2da potência, da velocidade, da força rápida-explosiva, e da taxa de desenvolvimento da força em atletas que utilizam dessas habilidades nas suas respectivas modalidades esportivas.

Nesse método de treinamento são utilizados principalmente saltos das mais variadas formas, lançamentos e agarre de medicine balls, e outras ações similares.

pliometrico 1Auxilia sobremaneira nos padrões de sincronização dos grupos musculares envolvidos, tornando o corpo mais habilidoso e coordenado para a realização das tarefas motoras desportivas que os esportes exigem na sua prática.

Uma das suas principais características fisiológicas é o ajuste do ciclo alongamento-encurtamento através de mecanismos neurais, o que permite a ocorrência de um acúmulo de energia elástica dentro do músculo – funcionando como uma espécie de elástico propulsor – no momento da execução do exercício, tornando-se mais exuberante à medida que a pliometria entra na rotina da preparação física. Isso permite que o atleta desenvolva uma maior capacidade de produzir potência nas suas ações técnicas desportivas.

Em alguns momentos ou situações da preparação física, o treinamento pliométrico pode ser CAE 1trabalhado em conjunto com o treinamento de força.

O agachamento é um dos exercícios mais completos que existe, por exigir que o corpo trabalhe de forma integrada durante a sua execução, recrutando as fibras de vários grupos musculares, fazendo com que eles funcionem cada vez mais em sincronia, conforme haja o aumento, através dos treinamentos, das coordenações neuro, inter e intra-musculares e da habilidade motora. O seu treinamento regular permite também que ocorra aumentos significativos de massa óssea, principalmente das vértebras e dos ossos trabeculares (região do quadril, por exemplo). Isso o qualifica como um dos melhores e mais importantes exercícios a serem inseridos dentro de programas de treinamento para preparação física da maioria dos esportes.

Agachamento III - Pisarenko

Os músculos mais trabalhados no agachamento são os da coxa – principalmente o vasto medial no quadríceps –, glúteos e core. Quanto mais profundo o agachamento, maior é a taxa de ativação desses músculos. Por isso é, disparado, o exercício que mais fortalece e hipertrofia os membros inferiores.

agachamento ilustrativo

O desenho ao centro representa a execução perfeita

Existe um mito em torno do agachamento que diz ele é lesivo, principalmente para a coluna lombar, e que também não se pode executá-lo com profundidade, porque pode prejudicar o joelho. Ora, qualquer exercício mal executado e mal orientado pode lesionar. Nesse caso entra em cena a capacidade e a experiência do treinador, que tem que conhecer e bem o exercício e entender de corpo e de movimento.Agachamento I

Uma dica importante no momento em que se for realizar esse exercício é a utilização de um pequeno “salto” de 2 ou 3cm para apoiar os calcanhares, através de uma pequena tábua ou anilhas. Isso proporciona uma maior estabilidade do corpo no momento de agachar.

Quando se fala da prática de esportes, logo se pensa nos seus benefícios físicos. Contudo, além disso, vêm à tona também vários outros aspectos positivos, dentre eles podemos destacar os sociais e psicológicos.

É evidente que os praticantes de qualquer modalidade esportiva têm os seus sistemas fisiológicos mais equilibrados e ajustados para as eventuais solicitações físicas das mais diversas origens, cujas quais, todos nós estamos sujeitos e expostos. Quanto mais cedo se der essa prática, mais latente isso será durante todas as fases da vida, mesmo que a prática esportiva seja interrompida. É uma memória que o corpo carregará pela vida.

A pessoa que pratica esporte tem seu sentimento de cidadania enriquecido, através do desenvolvimento da disciplina, do respeito (aos colegas, adversários, treinadores ou professores, etc.), e de outras nuances que fazem parte desse meio. Atrelado a isso, os percalços, as alegrias, as frustrações, a superação, e outras experiências vividas no esporte exercitam a confiança e a auto afirmação do indivíduo, fazendo com que ele conviva melhor em sociedade e em família, e se torne mais preparado para vida.

Por isso, é importante haver uma mobilização maior dos nossos governantes e autoridades, no sentido de se criar um modelo de planejamento estrutural abrangente, voltado ao incentivo à prática de esportes no país, principalmente dentro do sistema educacional.

A realização de um determinado movimento associado à utilização da força muscular, seja no meio esportivo ou no cotidiano, requer um trabalho sincronizado e extremamente complexo do nosso sistema nervoso central (SNC) juntamente com os músculos solicitados. Incontáveis células nervosas estão conectadas em cada fibra muscular do nosso corpo e nas miofibrilas que as compõem. Essas células nervosas ou neurônios funcionam como canais de comunicação entre o cérebro e a medula espinal e os músculos.

Diante disso, temos dois fatores cruciais que agem dentro desses mecanismos:

–  A coordenação intramuscular, que é um evento de sincronização que ocorre dentro de um certo músculo, nas suas fibras musculares e também em todas as células que o compõe;

– E a coordenação intermuscular, que é uma espécie de comunicação entre músculos vizinhos que trabalham unidos para um desempenho ótimo de um gesto técnico ou movimento.

Esse aprendizado ‘muscular’ se dá através do treinamento – independente de modalidade, método ou conceito, porém, quanto mais músculos forem solicitados, melhor – que conduzirá a uma comunicação cada vez mais refinada entre o SNC e os músculos.

Quanto mais ênfase se der à liberdade de movimentação do corpo juntamente com um trabalho de força muscular através de pesos livres, por exemplo, dentro de um programa de treinamento, maior será o suporte para uma boa performance da força e coordenação, sejam elas solicitadas simultânea e/ou separadamente, tornando, também, o corpo menos suscetível a lesões.

Menos é mais

March 31, 2012

Muitas pessoas passam horas a fio na academia, pensando que quanto mais tempo treinarem, maior será o ganho no resultado que buscam.

Isso é um ledo engano. Os resultados que conseguimos com o treinamento acontecem através de mecanismos e eventos fisiológicos ocorridos durante o período de repouso. Então, quanto mais tempo durar o estresse imposto ao organismo pela atividade física, maior terá que ser o tempo de recuperação. E com o dia a dia que possuímos, fica quase impossível satisfazer essa necessidade. 

Muitos estudos bem documentados mostram que atletas de elite submetidos a sessões de treinamento sem exageros na duração, obtiveram melhores resultados na performance do que quando seus treinos duravam mais tempo.

Uma sessão de treino bem feita em 40 minutos é mais interessante do que aquela que dura umas duas horas e meia. Ou seja, quantidade não é sinônimo de qualidade, principalmente no mundo da atividade física.

Agilidade e coordenação são duas capacidades físicas que se interdependem, e que são muito importantes para a realização da grande maioria das ações esportivas e também para as tarefas do dia-a-dia.

O indivíduo que treina essas duas capacidades, aprimora não só a sua utilização para as ações corporais, como também para ações que envolvem uma maior velocidade de raciocínio, pois como já é bem documentado,  o nosso corpo realiza todo e qualquer movimento mediante o comando do cérebro.

Para treinar a agilidade e a coordenação de forma eficiente, priorizamos exercícios que exijam ações de deslocamento do corpo para todos os sentidos e direções das mais variadas formas, e também alguns exercícios que envolvam velocidade de reação.

Abaixo seguem alguns exemplos de exercícios:

Em todo tipo de movimento ou deslocamento que fizermos haverá sempre a predominância de trabalho de uma ou mais capacidades físicas, de acordo com a exigência de uma determinada atividade.

Como já foi citado, anteriormente em outros posts e nunca é demais lembrar, as capacidades físicas são: força, resistência, velocidade, coordenação, equilíbrio e flexibilidade. Uma vez aprimoradas essas capacidades de forma harmônica, nós podemos melhorar/desenvolver algumas qualidades como noção espaço-temporal, agilidade, potência, explosão, reflexo, consciência corporal, entre outras.

A importância de se dar atenção à todas essas capacidades, é que podemos explorar o que o nosso corpo pode produzir em termos de movimentos eficientes, o que leva a um menor risco de ocorrência de lesões. É importante dizer, que um determinado esporte ou atividade requerem uma solicitação maior de uma ou mais capacidades físicas especificamente. Por exemplo, se um atleta pratica um esporte onde se predomina potência e explosão, as capacidades físicas que se devem priorizar serão força e velocidade, porém em alguma fase do treinamento as outras capacidades devem ter alguma atenção. Portanto, ressalto que é determinante, tanto para o atleta quanto para o entusiasta do fitness, ter a orientação de um treinador que saiba em que momento ou fase de treinamento se encaixam as capacidades físicas.

Praticamente todos os esportes exigem de seus participantes a utilização de todos os padrões de movimento e das habilidades motoras. Solicitando, assim, uma condição física adequada para a realização das mais diversas tarefas.

Como o Treinamento Funcional visa um trabalho totalmente abrangente e completo do corpo humano, ele vem a ser um método bastante eficiente para o preparo  e aprimoramento da condição física e motora de atletas das mais diversas modalidades.

Todos os movimentos primários que realizamos no nosso dia-a-dia, são também executados nos esportes com uma demanda energética mais acentuada. Por isso, um programa de Treinamento Funcional voltado para a preparação física de atletas de esportes de competição deve ser mais intenso e mais específico, se formos comparar com um treino de pessoas que não são competidoras.