Em épocas remotas, o homem necessitava do corpo e da sua desenvoltura física para sobreviver. Todas as suas atividades, desde as mais simples às mais complexas, dependiam de um rendimento físico satisfatório, tendo em vista o ambiente extremamente hostil ao qual era submetido.

Todos os recursos que o nosso corpo dispõe hoje são idênticos aos do homem primitivo. Padrões de movimentos, habilidades motoras e sistemas fisiológicos são exatamente os mesmos em épocas atuais e primitivas. A grande diferença é que hoje em dia, nós utilizamos a atividade física de forma sistematizada e metodológica, de maneira esportiva ou recreativa, organizada dentro das mais diversas técnicas, buscando sempre qualidade de vida, bem-estar e performance. Totalmente diferente do homem primitivo, que utilizava as ferramentas do corpo de uma forma aleatória, somente para a realização das suas necessidades primordiais – que eram física e demasiadamente exigentes – e, sobretudo, para a sua sobrevivência.

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Nos últimos anos, muitos treinadores e praticantes de atividade física, têm incluído em sua programação de treinamento, exercícios que utilizam alguma situação de desequilíbrio em acessórios como bolas, bosus, pranchas, entre outros.

Esses exercícios agem nas regiões mais intrínsecas da musculatura do corpo, atingindo os mecanismos neurais, que levam a informação da situação de desequilíbrio para o cérebro e que, por sua vez, responde reorganizando as estruturas coordenativas do corpo para o reequilíbrio. Essas ‘trocas de informações’ obrigam o corpo a criar adaptações que levam a uma maior consciência corporal, agilizando a capacidade de reação do corpo, e tornando-nos menos propensos a lesões articulares causadas, principalmente, por entorses.

Porém, é preciso ter cautela, quando da prescrição desses exercícios. Não é recomendável a utilização de pesos ou qualquer outro implemento durante a sua execução. Isso pode causar uma situação de desequilíbrio extremo, correndo risco de ocasionar lesões e acidentes. Fazer força e se equilibrar é uma situação que não combina. Outro caso que também não dá certo são os exercícios que não tem nada a ver com o objetivo da pessoa, por exemplo: uma dona de casa que almeja apenas melhorar o seu condicionamento físico, jamais deve realizar um agachamento de pé sobre uma bola. Portanto, é necessário haver coerência e bom senso na preconização desses exercícios.

Veja alguns exemplos de exercícios em superfícies instáveis:

A realização de um determinado movimento associado à utilização da força muscular, seja no meio esportivo ou no cotidiano, requer um trabalho sincronizado e extremamente complexo do nosso sistema nervoso central (SNC) juntamente com os músculos solicitados. Incontáveis células nervosas estão conectadas em cada fibra muscular do nosso corpo e nas miofibrilas que as compõem. Essas células nervosas ou neurônios funcionam como canais de comunicação entre o cérebro e a medula espinal e os músculos.

Diante disso, temos dois fatores cruciais que agem dentro desses mecanismos:

–  A coordenação intramuscular, que é um evento de sincronização que ocorre dentro de um certo músculo, nas suas fibras musculares e também em todas as células que o compõe;

– E a coordenação intermuscular, que é uma espécie de comunicação entre músculos vizinhos que trabalham unidos para um desempenho ótimo de um gesto técnico ou movimento.

Esse aprendizado ‘muscular’ se dá através do treinamento – independente de modalidade, método ou conceito, porém, quanto mais músculos forem solicitados, melhor – que conduzirá a uma comunicação cada vez mais refinada entre o SNC e os músculos.

Quanto mais ênfase se der à liberdade de movimentação do corpo juntamente com um trabalho de força muscular através de pesos livres, por exemplo, dentro de um programa de treinamento, maior será o suporte para uma boa performance da força e coordenação, sejam elas solicitadas simultânea e/ou separadamente, tornando, também, o corpo menos suscetível a lesões.

Menos é mais

March 31, 2012

Muitas pessoas passam horas a fio na academia, pensando que quanto mais tempo treinarem, maior será o ganho no resultado que buscam.

Isso é um ledo engano. Os resultados que conseguimos com o treinamento acontecem através de mecanismos e eventos fisiológicos ocorridos durante o período de repouso. Então, quanto mais tempo durar o estresse imposto ao organismo pela atividade física, maior terá que ser o tempo de recuperação. E com o dia a dia que possuímos, fica quase impossível satisfazer essa necessidade. 

Muitos estudos bem documentados mostram que atletas de elite submetidos a sessões de treinamento sem exageros na duração, obtiveram melhores resultados na performance do que quando seus treinos duravam mais tempo.

Uma sessão de treino bem feita em 40 minutos é mais interessante do que aquela que dura umas duas horas e meia. Ou seja, quantidade não é sinônimo de qualidade, principalmente no mundo da atividade física.

Um grande número de pessoas que iniciam programa de treinamento ou atividade física, vislumbra quase sempre objetivos estéticos, mesmo que a atividade em si tenha como meta auxiliar no combate a algum tipo de intercorrência orgânica.

Porém, a melhora da estética ou da forma é uma consequência da melhora da função, pois o indivíduo só terá condições de alcançar uma boa forma física se as suas funções orgânicas – celulares, fisiológicas, metabólicas, hormonais, neuromusculares, etc. – estiverem preparadas e adaptadas para permitir que isso ocorra.

O aumento da capacidade funcional do corpo é que vai determinar a melhora da forma. Façamos uma comparação: quanto mais conhecimento adquirirmos, maior será a nossa habilidade e capacidade intelectual. Portanto, inexoravelmente “a função sempre deve vir antes da forma” diria  Louis Henri Sullivan, precursor do design moderno.

Agilidade e coordenação são duas capacidades físicas que se interdependem, e que são muito importantes para a realização da grande maioria das ações esportivas e também para as tarefas do dia-a-dia.

O indivíduo que treina essas duas capacidades, aprimora não só a sua utilização para as ações corporais, como também para ações que envolvem uma maior velocidade de raciocínio, pois como já é bem documentado,  o nosso corpo realiza todo e qualquer movimento mediante o comando do cérebro.

Para treinar a agilidade e a coordenação de forma eficiente, priorizamos exercícios que exijam ações de deslocamento do corpo para todos os sentidos e direções das mais variadas formas, e também alguns exercícios que envolvam velocidade de reação.

Abaixo seguem alguns exemplos de exercícios:

Já é sabido que o treinamento com pesos proporciona um grande auxílio no combate à osteoporose. A grande maioria dos médicos recomenda a musculação como o maior contribuinte para a regeneração da massa óssea.

Entretanto, qualquer método de condicionamento físico que envolva força muscular, seja ela realizada através de aparelhos, barras, halteres, elásticos, o próprio corpo como sobrecarga ou qualquer outro acessório que propocie um trabalho de força juntamente com atividades e exercícios que tenham um pouco de impacto, estimulará a produção de osteoblastos que são as células responsáveis pela formação e regeneração dos ossos. Isso é mais do que claro em qualquer evidência científica.

O Treinamento Funcional prioriza substancialmente a capacidade humana de se movimentar, além de trabalhar e desenvolver a força muscular das mais variadas formas. Além do mais, o Treinamento Funcional é uma junção de diversos métodos de condicionamento. Portanto é uma das alternativas mais interessantes para o aprimoramento e recuperação da saúde dos ossos.

Em todo tipo de movimento ou deslocamento que fizermos haverá sempre a predominância de trabalho de uma ou mais capacidades físicas, de acordo com a exigência de uma determinada atividade.

Como já foi citado, anteriormente em outros posts e nunca é demais lembrar, as capacidades físicas são: força, resistência, velocidade, coordenação, equilíbrio e flexibilidade. Uma vez aprimoradas essas capacidades de forma harmônica, nós podemos melhorar/desenvolver algumas qualidades como noção espaço-temporal, agilidade, potência, explosão, reflexo, consciência corporal, entre outras.

A importância de se dar atenção à todas essas capacidades, é que podemos explorar o que o nosso corpo pode produzir em termos de movimentos eficientes, o que leva a um menor risco de ocorrência de lesões. É importante dizer, que um determinado esporte ou atividade requerem uma solicitação maior de uma ou mais capacidades físicas especificamente. Por exemplo, se um atleta pratica um esporte onde se predomina potência e explosão, as capacidades físicas que se devem priorizar serão força e velocidade, porém em alguma fase do treinamento as outras capacidades devem ter alguma atenção. Portanto, ressalto que é determinante, tanto para o atleta quanto para o entusiasta do fitness, ter a orientação de um treinador que saiba em que momento ou fase de treinamento se encaixam as capacidades físicas.

Como já foi falado em posts anteriores, o Treinamento Funcional traz inúmeros benefícios a todos os tipos de público. Contudo, existem alguns exercícios e programas de treino que são fundamentais para a saúde, condicionamento físico e bem-estar das mulheres e feitos sob medida para elas.

Dentro de cada sessão de treinamento, nós enfatizamos o trabalho de fortalecimento dos músculos estabilizadores do tronco (principalmente abdome, core e músculos lombares), do quadril (principalmente glúteos) e dos membros inferiores (principalmente coxas), que por se localizarem numa região intrínseca do corpo, são responsáveis pela realização de movimentos mais exigentes e posturas mais complexas.

O fortalecimento dessas partes do corpo feminino fazem com que elas sofram muito menos e/ou nenhma lesão, tenham menos ou quase nenhuma dor, mesmo com a presença de diagnósticos reumatológicos, como fibromialgia, artrose, e outros, auxilia no tratamento da depressão e dos transtornos de humor, melhoram o desempenho em suas tarefas diárias, seja em casa, no trabalho ou nos esportes.

Além dos inúmeros benefícios citados, as mulheres que praticam esse método de treino adquirem como consequência e recompensa pelo esforço, uma visível melhora da estética e aparência, justamente por trabalhar o corpo o tempo todo sempre, especialmente as regiões do abdome, glúteos e pernas com uma grande variedade de exercícios eficientes e que realmente trazem resultados satisfatórios. Ademais, atrelada a todos esses benefícios, temos a crescente melhora da auto-estima, advinda do aprimoramento das capacidades funcionais e da satisfação com os resultados estéticos.

No nosso método de Treinamento Funcional para mulheres, cada sessão de treino é dinâmica e prazerosa, e também se adapta e respeita a individualidade e o nível de condição física de cada uma.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por ser um método totalmente versátil, global e de fácil aplicabilidade, a prática do Treinamento Funcional na Natureza, ou seja, em parques, ranchos entre outros, torna-se uma alternativa valiosa no sentido da busca do bem-estar e da melhora da condição física de uma forma potencializada, já que estar em  contato com árvores, plantas, pássaros e outros atrativos do meio-ambiente eleva o nosso estado de espírito, fazendo bem ao corpo e à mente.

Por isso a todos que quiserem treinar junto à Natureza, eu convido a fazerem parte do meu grupo de Treinamento Funcional, cujo as sessões de treino são realizadas de segunda à sexta no período da manhã no parque do Ibirapuera. Para quem quiser saber mais detalhes e entrar em contato comigo é só entrar na aba ‘Sobre o autor’ nesse mesmo blog, onde se encontra meu e-mail e telefone.

Quem está fazendo, está adorando e se sentindo melhor do que na academia.